A Discoteca

DISCOTECA PÚBLICA
Desde 08 de novembro de 2005

Única em suas características e tida como o maior espaço dedicado à cultura do vinil no Brasil, a DISCOTECA PÚBLICA, localizada em Belo Horizonte, é um lugar ímpar para quem quer pesquisar e ouvir a história da música brasileira. 

Criada a partir do acervo pessoal de seu idealizador, o colecionador e pesquisador musical Edu Pampani, o espaço contabiliza atualmente mais de 20 mil discos de vinil em diversos formatos – compactos de 7 polegadas e LPs de 10 e 12 polegadas, além dos velhos 78 rotações –, exclusivamente de música brasileira. São discos lançados a partir da segunda metade do século XX por inúmeros selos e gravadoras, muitos já extintos. Até discos recém-lançados de artistas contemporâneos e também relançamentos integram o acervo. Boa parte da coleção é obtida através de doações e trocas feitas com colecionadores. Qualquer interessado pode realizar doações de vinis nos diversos formatos.

Reduto de amantes dos famosos “bolachões”, pesquisadores e DJs, a Discoteca Pública é o lugar onde qualquer pessoa pode passar o tempo que for necessário, ouvindo os discos sem ter de pagar por isso. Muitos títulos disponíveis nas estantes são bem raros, de artistas consagrados da MPB ou de “ilustres” desconhecidos. É a memória da história de muitos artistas que resistem nos vinis gravados e que ajudaram a projetá-los para o grande público em algum momento de sua trajetória. 

Discoteca Pública está aberta ao público - colecionadores, DJs, audiófilos e curiosos - para audições e pesquisas de segunda a sexta das 10H às 19H, sábado das 10h às 14h. No local, o visitante ainda pode obter informações e dicas quanto à manutenção de aparelhos, aquisição de agulhas, equipamentos e lugares de compra e troca de discos. 

Acervo e catalogação
Considerando a existência de obras dos mais variados momentos e movimentos da música popular brasileira ao longo de décadas, o acervo está representado desde a áurea época das rainhas do rádio e cantores populares – como foram “a Diva” Elizeth Cardoso e Orlando Silva, chamado de “A Voz” – até outras ondas sonoras que influenciaram sobre vida social, política e estética brasileiras por meio da Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália, Clube da Esquina e o BRock 80, entre outros. 

A partir deste acervo foi iniciado um trabalho de catalogação de todo material, independente de estilo. Até o momento, quase 30% dos discos já estão disponíveis para consulta no site, com informações de fichas técnicas e imagens do material gráfico e rótulos.

Para contribuir nessa ação, a Discoteca Pública solicita aos artistas mineiros e de outros estados do Brasil que possuem algum registro gravado em vinil (LP ou compacto) que faça suas doações, se possível, de um exemplar de cada obra para contribuir com essa pesquisa sobre o que foi gravado, principalmente no estado de Minas Gerais.

Ações da Discoteca Pública
Para incentivar o público a retomar o gosto e carinho pelos antigos “bolachões”, a Discoteca Pública realiza todo terceiro sábado do mês, no Mercado Distrital do Cruzeiro, a Feira do Vinil e CD’s Independentes, onde se reúnem várias lojas especializadas e colecionadores de vinis. 

Além disso, a Discoteca desenvolve ainda um projeto paralelo, A Música Que Vem de Minas, que consiste em levar a produção musical independente de Minas Gerais a diversos lugares com a comercialização e distribuição de discos dos artistas em festivais, feiras e demais eventos por todo o Brasil. 
O público ainda pode encontrar aqui um guia de lojas especializadas em Belo Horizonte, chamado Mapa do Vinil, que reúne um cadastro de diversos parceiros e comerciantes de vinis da capital. 

É assim que a Discoteca Pública segue o lema impresso nas milhares de capas de LPs e compactos lançados no Brasil, reafirmando e comprovando que, realmente, “Disco é Cultura”. 

Direção geral e coordenação de acervo: Edu Pampani
Produção de conteúdo: Ricardo Guima