terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novos Baianos – Histórico – Parte 05

Com todas as inovações e surgimento das músicas novas (Preta Pretinha, Acabou Chorare, Swing de Campo Grande), os Novos Baianos fazem uma temporada na boate carioca Number One, que deveria ter durado um mês, mas que acabou se estendendo por dois anos, por exigência do dono da casa, estimulado pela boa locação que o grupo trazia com sua direção musical. O público de meia-idade que freqüentava o Number One não podia deixar de se supreender com "um bando de cabeludos" fazendo um puro e sonoro samba.

Em sua terceira gravadora, os NB, recém-saídos desse vigoroso banho de brasilidade, gravam seu mais consistente álbum, "Acabou Chorare". Lançado em 1972 pela Sigla, Acabou Choraes mostrava todas as mudanças do novo trabalho baiano.

Eles alugam um sítio na Estrada dos Bandeirantes, na zona industrial de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que foi apelidado como "Catinho do Vovô" e viu-se tomado por fanzocas exaltados, amigos de longa data, curiosos e, algumas inesperadas vezes, policiais.

Como era de se esperar, os NB trocam de gravadora novamente. Gravam seu terceiro disco pela Continental. "Novos Baianos Futebol Clube", um disco intimista, pessoal, como se refletiria no show seguinte, com o palco enfeitado de bandeirolas de São João e repleto dos filhos dos membros do grupo e de seus acólitos. Esse disco, ganhou um filme de Solano Ribeiro de mesmo nome.

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