terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novos Baianos – Histórico – Parte 04

A mise-en-scéne foi a mesma do Teatro Vila Velha, só que, dessa vez, no Teatro Casa Grande. Como precisavam de um baixista, eles buscavam um substituto nas ruas de Ipanema e acabam achando Dadi, roqueiro de 18 anos, cuja única experiência verdadeira como músico vinha de tardes e noites acompanhando a última dos Rolling Stones com seus amigos. Pepeu se desliga definitivamente dos Enigmas, chama seu irmão Jorginho para ser o baterista, convida dois amigos percursionistas de São Paulo, Bola e Baixinho.

A farra estava formada. O LP pela RGE não vendera grande coisa, mas um dos grandes atrativos dos Novos Baianos era seu estilo até então inusitado de vida: todos moravam juntos, em comunidade, em Botafogo: quatro cômodos divididos entre doze pessoas.

A grande interação, além de provocar um perfeito entrosamento entre os músicos, gera subgrupos dentro dos Novos Baianos, como o trio Dadi (baixo), Pepeu (guitarra) e Jorginho (bateria), que passa a se chamar A Cor do Som e a apresentar um repertório elétrico-eclético que deixava entrever a destacada direção musical de Pepeu, guitarrando feroz, misturando Trio Elétrico e Jimi Hendrix num fraseado só.

Em 1971, a segunda gravadora e o segundo compacto, considerado por Moraes um disco ruim e mal gravado. Neste mesmo ano, João Gilberto vem ao Brasil e vai se confraternizar com os Novos Baianos, em Botafogo.

O ritmo da composição da dupla Galvão-Moraes sobe muito. João Gilberto ajudou muito no grupo, dizendo que eles deveriam gravar "Brasil Pandeiro", de Assis Valente, que era a cara deles. Também os fez enxergar com outros olhos a música popular brasileira. Ainda os fez pegar num cavaquinho, num pandeiro e a tocar samba.

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