terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novos Baianos – Histórico – Parte 03

No início, apenas um quarteto - Moraes, Galvão, Paulinho e Baby (cujo novo e celebrado nome nasceu de uma personagem de filme) - que era acompanhado pelos Leif's. Galvão, o poeta e mentor, era obrigado a fazer mímica no palco, porque na época os empresários não admitiam trios cabeludos e só. Moraes, o parceiro de Galvão, a voz agridoce, o violão sutil. Paulinho era o malandro, o Lúcifer, o mandingueiro. Pepeu era o músico. Baby, a menina.

Depois do rebuliço do Dilúvio em Salvador, os Novos Baianos vão para São Paulo, onde se apresentaram em inúmeros programas de TV, sempre ultrapassando o número previsto de músicas e encenando expedientes absurdos, como fizeram a terminar seu showzinho no programa da Hebe Camargo, dançando tango com a animadora. Começa aí uma extensa lista de empresários, gravadoras, úlceras e dores de cabeça para quem quer que ousasse contratar os Novos Baianos.

O primeiro empresário foi o poderoso Marcos Lázaro e a primeira contratação foi pela RGE, através de João Araújo. lançam, em 1969, um compacto ("De Vera" e "Colégio de Aplicação") e em seguida um LP cáustico, sardônico, ameaçador ("É Ferro na Boneca"), que incluía as faixas do compacto, uma cornucópia de estilos e títulos e ainda foi tema de dois filmes da época: "Caveira My Friend" e "Meteorango Kid".

Como o sucesso em São Paulo não fosse dos mais estimulantes, como ficou comprovado na desclassificação de De Vera no Festival da Record de 69, os Novos Baianos buscam público no Rio de Janeiro, levando consigo o Dilúvio e Pepeu, com seu novíssimo grupo de Ribeirão Pires, interior de São Paulo, Os Enigmas, de onde saiu também Odair Cabeça de Poeta, que muitos insistiam em confundir com um ex-Novo Baiano.

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