terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novos Baianos – Histórico – Parte 02

Paulinho La Bouche, interiorano de chances novas na música, também conhece a tríade baiana e junta-se a eles na pensão de Dona Maritó. E de todos que formariam mais tarde os Novos Baianos, Pepeu era indiscutivelmente o músico, mestre da guitarra, dono de um estilo desde então inconfundível, genuinamente brasileiro.

E era, ainda, o único veterano no sentido escrito da palavra, pois já havia passado por alguns grupos anteriormente, entre eles Os Minos, onde permaneceu tocando contrabaixo por quatro anos - momento raro registrado em compacto pela Copacabana em 1966: Febre de Minos e Fingindo me Amar. Junto com seu irmão Jorginho e os amigos Lico e Carlinhos, funda Os Leif's.

Foi Gilberto Gil que lançou Pepeu como guitarrista, o convidando para tocar com ele e Caetano Veloso no show de despedida no Teatro Castro Alves, o Barra 69. Gil viu Pepeu num programa da TV Salvador acompanhando Moras Moreira em São Paulo, ligou para a estação, achou seu endereço e foi buscá-lo em casa.

Em pleno caos de 1969, em meio às runínas das bananas e da antropofagia renascentista do tropicalismo, que surgem os malandros, loucos e imprevisíveis Novos Baianos. Novos porque pós-Gil e Caetano; baianos porque sim. Ou, como conta Pepeu, porque o grupo ia se apresentar na Record e ainda não tinha nome; então, na hora deles entrarem em cena, um funcionário da emissora gritou: - Chama aí esses novos baianos!

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