terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novos Baianos – Histórico – Parte 01

Tudo começou no Teatro Vila Velha (Salvador - BA) com o espetáculo "O Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio Universal". Os participantes: Luiz Dias Galvão, engenheiro agrônomo formado e praticante, poeta, aficionado por música, cinema e teatro, 32 anos; Antônio Carlos de Morais Pires, 21 anos de audição do alto-falante de Turiassu, no interior da Bahia; Paulo Roberto de Figueiredo, engresso da cidadania de santa Inês e ex-crooner da Orquesta Avanço, presença obrigatória nos bailes da região de Salvador, 23 anos, apelidado de La Bouche ou Paulinho Boca de Cantor; a niteroiense Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade, recém-chegada a Salvador, onde comemoraria seus dezessete anos morando debaixo da ponte; Jorginho, Carlinhos, Lico e Pedro Anibal de Oliveira Gomes, o Pepeu, que integravam a banda de apoio, os Leif's.

Com exceção de Bernadete, todos baianos e todos ilustres desconhecidos, estranhos, radicais, acintosos e novos. Era o início dos Novos Baianos, em pleno caos de 1969. Baby, menina-problema de Niterói- costumava estudar no telhado de sua casa de vila e, à noite, ficava admirando em seu quarto um poster de Brigitte Bardot, remoendo silenciosa um desejo de ter as iniciais tão marcantes: BB. Sonhava, como tantas em sua idade, ser artista, cantora, merecer posters com suas iniciais.

O nome não ajudava e o ginásio atrapalhava ainda mais. Num rasgo de liberação, vai com sua amiga, Ediane, passar as férias em Salvador, onde conhece Galvão e Moraes no "bar mais quente de lá", o Brasa.
Galvão e Moraes haviam sido apresentados pelo cantor e compositor Tom Zé, amigo de Galvão desde que este lhe fez um projeto para o jardim de sua casa. Moraes, saído de um curso de percurssão no Seminário de Música da Bahia (não havia vaga de violão, seu instrumento), também conhecia Tom Zé, com quem fazia um show no Teatro Vila Velha.

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