quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Paulinho da Viola - Biografia Completa – parte 07

Em 1968, Hermínio Bello de Carvalho resolveu fazer uma surpresa a Paulinho e inscreveu a música “Sei Lá Mangueira” na terceira edição do histórico festival de música da TV Record. A letra de Hermínio, musicada por Paulinho, exaltava a Mangueira, escola de samba rival à Portela. O fato causou preocupação em Paulinho que não queria projetar a música temendo uma reação negativa dos portelenses, mas isso é um caso diferente. O samba foi interpretado por Elza Soares e Paulinho passou a ser olhado com certa desconfiança na Portela, mas o compositor diz que nunca foi questionado por isso. A experiência do festival deixou uma dívida para Paulinho que buscava inspiração para compor uma música em homenagem à sua escola.

O primeiro disco solo aconteceu em 1968. Paulinho já tinha alguma projeção devido a sua participação no espetáculo e no disco Rosa de Ouro, no disco Na Madrugada, por suas músicas gravadas por Elizete Cardoso e Elza Soares, e também pelo festival de música de 1966. A intenção do diretor musical da Odeon, Milton Miranda, era contratar Paulinho para ser cantor, e não necessariamente compositor, por isso que em seu primeiro disco solo, que leva o seu nome, Paulinho canta poucas músicas suas. O período em que gravou na Odeon foi um dos mais férteis de sua carreira. Teve início em 1968 e terminou em 1980. Foram gravados nesta fase 11 discos.  

Ainda em 1968, Paulinho inscreve “Coisas do Mundo, Minha Nega” na I Bienal do Samba da TV Record. A música, que ficou em sexto lugar e foi defendida por Jair Rodrigues, é seu samba preferido.

No ano de 1969, Paulinho venceu o último festival da TV Record com “Sinal Fechado”. Tirou também, no mês de maio, o primeiro lugar na Feira Mensal de MPB da TV Tupi com o samba “Nada de Novo” ao lado de “Que Maravilha” de Toquinho e Jorge Bem. Meses depois, nessa mesma feira, lança o seu maior sucesso até hoje, “Foi um Rio Que Passou em Minha Vida”, logo gravado num compacto com mais três músicas suas: Sinal Fechado, Ruas que sonhei e Nada de Novo.

“Foi um Rio que Passou em minha vida” tornou-se o maior sucesso do ano de 1970. Estourou em todo o país e projetou Paulinho nacionalmente. Finalmente foi a resposta que a Portela esperava pelo samba “Sei Lá Mangueira”, lançado anos antes. A resposta de Paulinho veio em forma de sucesso nacional e tornou-se um hino de exaltação á sua escola de coração. Esta é a música mais lembrada de toda a carreira do compositor e no ano de 2000 foi considerada uma das 30 mais importantes músicas brasileiras da história pela maior rede de televisão do país, a Rede Globo.

Fonte Site do Artista

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