quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Discoteca Pública - Desde 08 de novembro de 2005

Entidade celebra aniversário com crescimento de público interessado na cultura dos vinis, nova sede e projeto de catalogação digital do acervo.

Em relação a outras capitais brasileiras, Belo Horizonte se destaca por possuir um lugar onde a cultura do vinil se mantém viva e a pleno vapor. Nesse mês de novembro, a Discoteca Pública celebra seis anos de existência na capital mineira e comemora com a 25ª edição da Feira do Vinil e CDs Independentes, no dia 12 de novembro (sábado), na Galeria Inconfidentes na Savassi, das 10 às 17 horas.

O pesquisador musical e fundador da Discoteca, Edu Pampani, avalia esse ano como bom e de crescimento para a entidade. “Esse 2011 foi muito positivo e favorável para nós. Por conta da inclusão do projeto como uma das ações do Conexão Vivo as coisas deram uma boa adiantada. Já estamos na sexta edição da feira só esse ano, e completando a 25ª, com um número crescente de interessados pela cultura do ‘biscoito fino’”, destaca.

Como uma das ações do programa Conexão Vivo 2011, a Feira possui edições mensais e conta hoje com doze expositores de lojas especializadas em discos de vinil, e acolhe colecionadores, pesquisadores musicais e outros amantes da cultura dos “bolachões”.

Além de encontrar vinis em tamanhos e formatos diversos – que vão desde os compactos de sete polegadas aos discos de dez e 12 polegadas – para compra, venda e troca, o visitante também pode conferir na Feira um grande número de CDs de artistas da música independente dos diversos estados do Brasil, com um representativo e especial acervo da música mineira.

A nova sede da Discoteca Pública
Mantendo-se no tradicional bairro Floresta, a Discoteca Pública inaugurou no mês de agosto sua nova sede, na rua Itaúna, nº 192, também com novo telefone 2514-5710.

O lugar preserva 60 anos de história da música popular brasileira gravada nos discos de vinil. A partir do acervo do colecionador Edu Pampani, a nova DISCOTECA PÚBLICA oferece melhores condições para preservar os mais de 13 mil discos, entre LP’s de 10 e 12 polegadas e compactos de 7 polegadas, lançados a partir da segunda metade do século XX por inúmeros selos e gravadoras.  Outra vantagem é que traz uma nova organização do acervo, beneficiando os pesquisadores e freqüentadores do espaço. “A nova sede deu uma melhor visibilidade ao acervo e a facilidade em se encontrar os discos também, por conta da nova organização interna. Agora, diariamente, é feita a catalogação dos discos, que são postados no blog.

Já passam de 1.300, num formato mais estruturado e de fácil navegação para consultar artistas, gravadores, selos, etc.”, afirma Edu Pampani, que neste ano resolveu disponibilizar o acervo na página da discoteca, contendo todas as capas dos discos e informações adicionais.

Muitos dos discos existentes no acervo já não existem mais no mercado e nem foram reeditados em CD. A memória e histórias de inúmeros artistas projetados para o grande público no passado resistem nos discos, os famosos “bolachões”.

Ao longo de várias décadas, a Música Popular Brasileira viveu diversos e peculiares momentos e movimentos. Da áurea época das rainhas do rádio e cantores populares – como foram Elizeth Cardoso e Orlando Silva – até outras ondas sonoras que influenciaram a vida social e estética brasileiras por meio da Bossa Nova, Jovem Guarda, Tropicália, Clube da Esquina, entre outros. Catalogar os discos que contribuíram com essa parcela significativa da cultura brasileira é a missão da Discoteca Pública.

Além da Feira do Vinil e CDs Independentes, a Discoteca é responsável também pelo projeto A Música Que Vem de Minas, que consiste em levar a produção musical independente de Minas Gerais a diversos lugares com a comercialização e distribuição de discos dos artistas em festivais, feiras e demais eventos por todo o Brasil.

Algumas matérias sobre a Discoteca Pública em 2011:


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